O secretário-geral da CGTP diz que é fundamental "buscar soluções económicas, políticas e sociais para sair do buraco e nunca aprofundar o buraco" e alertou para a "espiral regressiva" que se está a assistir em Portugal.
Artigo 3 Novembro, 2011 - 16:09
"O empobrecimento não melhora a vida" dos portugueses, diz Carvalho da Silva. Foto Paulete Matos
"O Governo assumiu como estratégia a necessidade do empobrecimento da sociedade portuguesa e isto é criminoso. Nós dizemos que está por demonstrar, nas sociedades humanas, que alguém possa cumprir com as suas obrigações empobrecendo", justificou o líder sindical no Encontro sobre o Estado, Administração Pública e Direitos Sociais, organizado pela CGTP em Lisboa.
"Andam-nos a dizer que devemos empobrecer, sem discutirmos instrumentos importantes como são o Estado e Administração Pública. Vivemos numa situação muito delicada em que é preciso termos consciência real das coisas, mas o máximo que se pode exigir é tomarmos consciência do patamar em que estamos e não agravarmos a solução", avisou Carvalho da Silva, lembrando que "o empobrecimento não melhora a vida" dos portugueses e apelando a "um grande empenho" na mobilização para a greve geral de 24 Novembro.
Sobre o tema do encontro, o líder da CGTP afirmou que o governo está a aprofundar as desigualdades, já que "ao alterarem as estruturas, os papeis do Estado e deslocarem meios e funções querem levar o dinheiro para os interesses privados, logo vai faltar ao nível dos direitos sociais", concluiu.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
BE VRSA no comício/almoço nacional
terça-feira, 8 de março de 2011
salário igual

Eurodeputadas lançam campanha "Salário igual - Já!" Esquerda http://www.esquerda.net/
Dentro do plenário decorria a cerimónia institucional do Centenário do Dia Internacional da Mulher.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Política de desemprego
Esta quarta-feira, numa sessão pública em Leiria, Francisco Louçã respondeu a questões sobre as razões da moção de censura que o Bloco apresentará em Março e denunciou que a resposta da direita “é para ajudar o governo na política do desemprego”.Ler mais.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Alicoop recebe financiamento
O Grupo Alicoop, em processo de insolvência desde agosto de 2009, tem a partir de hoje 333 mil euros na conta bancária para pagar aos fornecedores e reabrir até ao final de março mais 15 lojas, disse à Lusa o administrador da empresa de salvação da Alicoop.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Autarquias precisam mais rigor!


O Governo vai aumentar o cofinanciamento de 80 para 85 por cento da despesa validada dos municípios para obras ao abrigo do QREN, para 500 milhões, mas vai ser "mais rigoroso" com as autarquias que não executem as obras.
A medida, hoje formalizada pelo Executivo, consta de um memorando que vai ser assinado esta manhã com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) com vista a acelerar significativamente a execução do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e incentivar o investimento.
A medida, hoje formalizada pelo Executivo, consta de um memorando que vai ser assinado esta manhã com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) com vista a acelerar significativamente a execução do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e incentivar o investimento.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Estrada Nacional 125: 10 mortos neste ano

Um homem de 35 anos morreu hoje vítima de despiste de motorizada na Estrada Nacional 125-
10 no acesso ao aeroporto de Faro, disse fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
O despiste ocorre entre as 14:00 e as 15:00 e a vítima morreu no local, acrescentou à Lusa o INEM, indicando que no local esteve uma ambulância do INEM e uma viatura médica.
Esta é a décima pessoa que morre na EN 125 este ano, mais cinco vítimas mortais do que em período homólogo no ano de 2010, segundo dados cruzados entre GNR e INEM.
O despiste ocorre entre as 14:00 e as 15:00 e a vítima morreu no local, acrescentou à Lusa o INEM, indicando que no local esteve uma ambulância do INEM e uma viatura médica.
Esta é a décima pessoa que morre na EN 125 este ano, mais cinco vítimas mortais do que em período homólogo no ano de 2010, segundo dados cruzados entre GNR e INEM.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Casa da Juventude: projecto do Bloco para o CMJ
Projecto Casa da Juventude
Casa da Acção da Juventude(CAJ)1. Introdução2. Objectivos3. Estrutura 4. Valências.
Casa da Acção da Juventude(CAJ)1. Introdução2. Objectivos3. Estrutura 4. Valências.
1. Não pondo em causa as medidas aplicadas pela autarquia, regista-se que o concelho de VRSA apresenta, ainda, níveis abaixo da média nacional no que concerne ao abandono e insucesso escolares.Regista-se, de igual modo, e patenteado nos jornais nacionais, que os resultados do 12º são dos piores do Algarve e, por consequência, também estão elencados na análise negativa distrito a distrito. Ora, concordemos, são muitos indicadores preocupantes e que merecem medidas, novas medidas, rápidas e incisivas.Não pensamos que as iniciativas de carácter lúdico são negativas, antes pelo contrário, contribuem para a aquisição de novos conhecimentos e suportam uma base cultural. Porém, parece-nos evidente que é preciso ir mais fundo, entrar no cerne da questão, pois poderemos estar perante um fenómeno que prejudicará a coesão sociocultural pretendida para o concelho. É preciso ajudar os alunos que têm menos oportunidades na utilização das ferramentas de comunicação e no apoio pedagógico e psicológico directo.Ao mesmo tempo, vivemos num concelho marcado pelo desemprego, e/ou emprego precário. Os jovens, também aqui, são aqueles que mais sofrem.Salienta-se, finalmente, que a procura de habitação, sem qualquer tipo de apoio específico, tornou-se numa batalha juvenil difícil de vencer, especialmente num concelho onde tantos, de todas as idades, dependem de habitação social.Serve este intróito para reiterar que o projecto que aqui se sustenta é sério, honesto, baseado em factos constatáveis e que procura ser uma colaboração para enfrentar os problemas apresentados.É um desafio que procura alcançar justiça social, coesão e igualdade de oportunidades, por uso isso, aceitem-no.2. A criação de uma estrutura física, nova ou remodelada, que sirva para apoiar os jovens, nos problemas sobreditos correlaciona-se com os objectivos que achamos serem fundamentais na época em que vivemos e no concelho que queremos. Assim, eis a lista dos objectivos que nos propomos alcançar:i: apoiar os alunos das escolas do concelho nas disciplinas onde se apresentam resultados fracos;ii: proporcionar a utilização de ferramentas fundamentais no desenvolvimento de estudos e trabalhos, tais como: CD’S, DVD’S, Pen drive, Internet, Impressora, Folhas, Livros Específicos (manuais e cadernos de exercícios), Projector, Material de Educação Visual, Musical, …iii: criar um serviço de apoio psicológico para a resolução de problemas pessoais, de aquisição da linguagem ou de qualquer outro tipo.iv: constituir um serviço de apoio ao emprego unicamente ao serviço de jovens, com destaque para aqueles que procuram o primeiro emprego; muitos deles devem também ser informados dos seus deveres e direitos, apoio cívico digno de uma sociedade justa.v: constituir um serviço de apoio aos jovens que procuram habitação, nomeadamente uma primeira habitação, especialmente aqueles que têm já família constituída e pequenos filhos.vi: apoiar a constituição de espaços lúdicos, os quais sirvam para a confraternização de jovens.vii. constituir pequenos ateliês para exposições, visualização de filmes, peças de teatro, concertos musicais intimistas, proporcionando também formação em áreas solicitadas dentro do contexto paradigmático artístico e cultural.viii: apoiar iniciativas desportivas de pequena dimensão espacial, promovendo desportos, por vezes, esquecidos (damas, bilhar, xadrez, …).3. A “CAJ”, como se percebe, deverá ser um espaço físico abrangente, com várias divisões e vários serviços de apoio social. Não deve ser necessariamente um espaço grande, antes pelo contrário; deve ser diversificado, respondendo à obrigação sociocultural e pedagógica pretendida. Existem em VRSA edílicos recuperados que poderia, perfeitamente, albergar a “CAJ”. São edifícios recuperáveis. Há também espaços que se poderiam reconverter. Há, ainda, construções novas que poderiam ser a casa que queremos para os nossos jovens. Num espaço aproximado de 80 metros quadrados é exequível ter:a) Sala equipada com tecnologia de informação e com os seus elementos amovíveis necessários;b) Sala para apoio pedagógico e científico;c) Gabinete para apoio psicológico;d) Gabinete para apoio à procura de emprego e habitação;e) Pequeno ateliê para formação e performance intimista;f) Espaço para actividades lúdicas e desportos de sala;g) Zona de recepção;h) Zona de Gestão;i) Instalações de apoio;j) Espaço de arquivo.4. As valências inerentes ao projecto, de forma acompanhante do texto, foram sendo elencadas nos pontos anteriores.No entanto, convém, uma vez mais, salientar a diversidade e abrangência dos serviços propostos, os quais optimizam sobremaneira um espaço global capaz de responder cabalmente àquilo que são as necessidades dos jovens das freguesias de VRSA.Com o delineado anteriormente, permite-se a CAJ assegurar, através de uma direcção composta por diferentes elementos, o elementar das seguintes ofertas:4.1 Apoio Pedagógico, Científico e Cultural4.2 Espaço Lúdico, Artístico e Desportivo4.3 Apoio Psicológico Permanente4.4 Serviço de Ajuda na Procura de Emprego e Habitação4.5 Direcção Heterogénea (composta por um elemento de cada partido concorrente às eleições autárquicas – PSD, PS, CDU/PCP, BE, CDS/PP)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
RIA FORMOSA
Ria Formosa é uma das Sete Maravilhas de Portugal
Após uma intensa disputa que se prolongou por seis meses, a Ria Formosa foi eleita uma das Sete Maravilhas Naturais de Portugal.O galardão foi entregue à Presidente da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, Valentina Calixto, no decurso de uma cerimónia que teve lugar no passado sábado à noite nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, Açores. Como Padrinho da Ria Formosa, recebeu também o prémio Nunes Correia, ex-ministro do Ambiente.Na altura, numa curta intervenção, Valentina Calixto agradeceu a distinção em nome da Sociedade Polis e dos municípios de Faro, Loulé, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, concelhos por cujos territórios se estende a Ria Formosa e na qualidade de proponentes da candidatura.Em nome dos proponentes, garantiu ainda que tudo será feito para preservar, requalificar e valorizar a agora eleita Maravilha Natural de Portugal.Entre 7 de Março e 7 de Setembro, as 21 Maravilhas candidatas receberam mais de meio milhão de votos telefónicos. Contudo, o conjunto de iniciativas do concurso começou bem mais cedo, chegando a contar com centenas de locais candidatos.A Ria Formosa ganhou na categoria de Zonas Marinhas, a que também concorriam o Arquipélago das Berlengas e a Ponta de Sagres. As restantes Maravilhas conhecidas na Gala do passado sábado são a Floresta Laurissilva da Ilha da Madeira, na categoria Florestas e Matas; a Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico, na categoria Grandes Relevos; as Grutas de Mira de Aire, na categoria Grutas e Cavernas; o Portinho da Arrábida, na categoria de Praias e Falésias; a Lagoa das Sete Cidades da Ilha de São Miguel, na categoria Zonas Aquáticas Não Marinhas; e o Parque Natural da Peneda Gerês, na categoria Zonas Protegidas.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
colocação de professores
Colocação de professores: considerações da FENPROF face aos números verificados
"Em 2010/2011 poderemos ter nas escolas 50 000 docentes em situação profissional precária. Isto não é suportável! No imediato, há um primeiro passo para resolver o problema: realizar o concurso de professores em 2011", sublinhou Mário Nogueira na conferência de imprensa (foto) realizada esta quarta-feira, 1 de Setembro, em Lisboa, na apresentação do Guia de Sobrevivência do Professor Contratado. Acompanharam Mário Nogueira, Secretário Geral da FENPROF, neste encontro com os profissionais da comunicação social, os dirigentes Vitor Miranda, docente contratado (SPGL), Deolinda Martin, também do SPGL; João Baldaia (SPN); João Louceiro (SPRC), que chamou a atenção para as grandes linhas de força do Guia; e Joaquim Páscoa, Presidente do SPZS.O Guia poderá ser obtido, pelos professores, nas sedes dos Sindicatos e na FENPROF, e será distribuído nas escolas, aos docentes contratados, quer pelos delegados sindicais, quer em reuniões e contactos diversos que serão realizados nos estabelecimentos de ensino, logo após o início das aulas.
"Em 2010/2011 poderemos ter nas escolas 50 000 docentes em situação profissional precária. Isto não é suportável! No imediato, há um primeiro passo para resolver o problema: realizar o concurso de professores em 2011", sublinhou Mário Nogueira na conferência de imprensa (foto) realizada esta quarta-feira, 1 de Setembro, em Lisboa, na apresentação do Guia de Sobrevivência do Professor Contratado. Acompanharam Mário Nogueira, Secretário Geral da FENPROF, neste encontro com os profissionais da comunicação social, os dirigentes Vitor Miranda, docente contratado (SPGL), Deolinda Martin, também do SPGL; João Baldaia (SPN); João Louceiro (SPRC), que chamou a atenção para as grandes linhas de força do Guia; e Joaquim Páscoa, Presidente do SPZS.O Guia poderá ser obtido, pelos professores, nas sedes dos Sindicatos e na FENPROF, e será distribuído nas escolas, aos docentes contratados, quer pelos delegados sindicais, quer em reuniões e contactos diversos que serão realizados nos estabelecimentos de ensino, logo após o início das aulas.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
ALGARVE - DO REINO À REGIÃO

“Algarve - Do Reino à Região” abarca a herança material e espiritual que, desde o período islâmico, do Gharb al-Andalus à actualidade, tem vindo a moldar e caracterizar a identidade deste território, no sul de Portugal. Trata-se de uma “exposição” formada por 13 exposições, que decorrem em simultâneo, e publicações de diferentes temas sobre o Algarve, que se articulam e completam, distribuídas pelos vários centros urbanos.Esta exposição-conjunta resulta de uma cooperação pioneira entre autarquias, museus, instituições sociais, universidades, centros de investigação, especialistas de diferentes áreas científicas e culturais (museologia, arqueologia, arquitectura, história, geografia, sociologia, antropologia, etnologia) e as populações dos vários municípios algarvios. Albufeira, Alcoutim, Castro Marim, Faro, Lagos, Loulé, Olhão, Portimão, São Brás de Alportel, Silves, Tavira e Vila Real de Santo António são os municípios que convidam a uma visita às exposições “Do Reino à Região”, e a desta forma conhecer o património, a matriz cultural e a evolução histórica das suas comunidades.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
dinheiro dos contribuintes gasto pelas câmaras

Clubes de Verão:
«O Estado não pode fazer concorrência contra os privados»
Diversão nocturna
A Associação de Discotecas do Sul e Algarve (ADSA) pondera vir a pedir indemnizações às autarquias que financiam ou já financiaram a instalação de discotecas temporárias, alegando não ser «ético» que «o dinheiro dos contribuintes sirva para promover a concorrência desleal».
«Há discotecas algarvias que demoraram quase sete anos para conseguir um alvará e, por essa razão, queremos que espaços como o Faces fiquem em pé de igualdade perante a lei, apresentando projetos nas autarquias e demais entidades para obter as licenças necessárias, nos prazos normais», disse Custódio Guerreiro.Por esta razão, a ADSA está disposta a agir contra as Câmaras de Castro Marim, Portimão e Vila Real de Santo António, onde foram injetadas verbas autárquicas – através de empresas municipais – para abertura de espaços de diversão noturna.«Vamos mostrar, através dos nossos impostos, que temos vindo a perder dinheiro nos últimos três anos. Alguém tem de pagar por isso», remata Custódio Guerreiro.
Diversão nocturna
A Associação de Discotecas do Sul e Algarve (ADSA) pondera vir a pedir indemnizações às autarquias que financiam ou já financiaram a instalação de discotecas temporárias, alegando não ser «ético» que «o dinheiro dos contribuintes sirva para promover a concorrência desleal».
«Há discotecas algarvias que demoraram quase sete anos para conseguir um alvará e, por essa razão, queremos que espaços como o Faces fiquem em pé de igualdade perante a lei, apresentando projetos nas autarquias e demais entidades para obter as licenças necessárias, nos prazos normais», disse Custódio Guerreiro.Por esta razão, a ADSA está disposta a agir contra as Câmaras de Castro Marim, Portimão e Vila Real de Santo António, onde foram injetadas verbas autárquicas – através de empresas municipais – para abertura de espaços de diversão noturna.«Vamos mostrar, através dos nossos impostos, que temos vindo a perder dinheiro nos últimos três anos. Alguém tem de pagar por isso», remata Custódio Guerreiro.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
CACELA: desaparecimento de espécies de bibalves
Assoreamento da ria Formosa é aproveitado pelos veraneantes para atravessar para as praias de Cacela, mas pescadores estão preocupados.
Turistas aproveitam a passagem, que é má notícia para os pescadores.
Os problemas de assoreamento na ria Formosa têm-se agravado nos últimos meses no limite oriental da reserva natural algarvia. Este Verão, na zona da península de Cacela, o leito da ria está mesmo ocupado por um banco de areia, que originou uma inédita passagem pedonal entre a localidade de Fábrica e o mar. A situação facilita a deslocação dos veraneantes até à praia, mas os pescadores artesanais da zona temem o desaparecimento de espécies de bivalves.Até agora, o acesso à praia, no extremo da península de Cacela, era apenas possível a pé a partir da praia de Manta Rota ou de barco atravessando a ria, na maior parte dos casos a partir do lugar de Fábrica, pequena aldeia próxima de Cacela Velha, onde os pescadores realizam as travessias. Mas este ano tudo mudou.Onde antes corria o leito da ria em direcção ao mar há agora um enorme banco de areia onde os barcos de pesca artesanal e pequenas embarcações de recreio estão encalhadas e de proa apontada para o céu. Na altura da maré-baixa, por entre as embarcações, abre-se um caminho pedonal que liga a pequena aldeia piscatória à praia semideserta."A ria tem vindo a assorear bastante nos últimos cinco anos, mas no Inverno passado piorou bastante e já começou a surgir um caminho pedonal para a praia. Estou aqui há dez anos e nunca tinha visto nada assim", diz Francisco Queirós, 42 anos, funcionário do restaurante O Costa, em Fábrica, localizado mesmo em frente à península de Cacela.As alterações que estão a ocorrer no leito da ria até facilitam o percurso dos veraneantes até à praia, mas para os pescadores artesanais da zona, o assoreamento da ria está a provocar prejuízos avultados. "Amêijoa, berbigão, lingueirões, ostras: com esta areia morre tudo", descreve Marco Silva, 36 anos, pescador da zona de Cacela.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
comício MONTE GORDO

“Os incêndios florestais também têm a ver com as políticas de cortes nos serviços do estado"
Rita Calvário lembrou que “os vigilantes da natureza não têm condições para efectuar o seu trabalho são muito poucos e não têm meios”. No comício em Monte Gordo, intervieram também Catarina Martins e José Gusmão.
O movimento habitual dos veraneantes, que nesta altura do ano aproveitam para se passear nas noites quentes de verão no calçadão ao longo da praia de Monte Gordo, foi ontem interrompido, por momentos, enquanto as pessoas aproveitavam para ouvir o que tinham para dizer José Gusmão, Rita Calvário e Catarina Martins, jovens deputados do Bloco de Esquerda.
Catarina Martins começou por dar conta de que "vivemos num país onde uma em cada quatro crianças vive com carências, uma em cada três pessoas que recorrem ao banco alimentar são crianças e no entanto no ano da crise, 2009, Portugal passou a contar com 600 novos milionários, para além dos 11.000 que já tinha", a deputada bloquista declarou a seguir que, perante esta situação, Sócrates e Passos Coelho apenas dizem que Portugal tem um défice muito grande, e “como não têm coragem de confrontar quem mais tem, juntam-se numa política de tirar a quem tem mais dificuldades”.
Catarina Martins passou depois a explicar: "O governo Sócrates conseguiu, apenas com uma medida, fazer um corte transversal em todos as prestações sociais, desde o subsídio de nascimento ao subsídio de funeral passando pelo de desemprego, pela acção social escolar, bolsas de estudo, enfim todos os subsídios. E isto foi feito com um malabarismo político que merece ser explicado: O governo alterou a forma de cálculo dos rendimentos de um agregado familiar. Antigamente, cada pessoa valia como uma pessoa, para cálculo de rendimentos uma família com três pessoas (pai, mãe e filho) que tivesse um rendimento de 600€ teria então um rendimento de 200€ per capita, e era isso que valia para cálculo de pensões sociais. Mas agora umas pessoas valem mais, outras valem menos e há até os que valem meio. Agora quando for calculado o rendimento de uma família como a que descrevi, o requerente vale 1 mas o cônjuge só vale 0,7 e a criança vale meio. Ou seja a mesma família que recebe exactamente os mesmo 600€ agora, no entanto, o Estado conta com um rendimento per capita de 273€. Se perguntamos se isso quer dizer que agora a família tem 818€ para viver todos os meses a resposta é que não. Continuam com os mesmo 600€, mas agora contam com menos ajuda do estado, porque o Governo aldrabou as contas."
A propósito das notícias sobre a pretensa redução de falsos recibos verdes na função pública, Catarina Martins denunciou que o governo se limitou a dizer “ao trabalhador a recibo verde, nós não te queremos contratar, não te queremos dar os direitos a que os trabalhadores contratados têm, mas precisamos do teu trabalho. Por isso cria a tua própria empresa e o Estado contrata a tua empresa, pelo mesmo dinheiro que te pagávamos a recibo verde".
Rita Calvário, intervindo a seguir, começou por falar deste verão “quente também devido aos incêndios florestais, que lavram por todo o país e cuja destruição se aproxima já à dos trágicos anos de 2003 e 2005”. Pois estes incêndios, ao contrário do que nos querem fazer crer também têm a ver com as políticas de constantes cortes nos serviços do estado. Os vigilantes da natureza não têm condições para efectuar o seu trabalho, são muito poucos e não têm meios, de facto chegou até a acontecer que durante um ano estes vigilantes não puderam sair para o terreno pois não havia sequer orçamento para pagar o combustível para as viaturas.”
A deputada bloquista disse depois que o governo tem demonstrado um desprezo absoluto tanto pelo interior como pelas zonas rurais e pelos pequenos agricultores, que acabam por desistir da sua actividade e migram para o litoral, deixando as matas e os campos que antes limpavam e onde abriam caminhos. Exemplificou este desprezo, com as privatizações dos CTT e da REN, que prestam serviços essenciais às populações, mas que não irão de certo sobreviver nas zonas onde não dão lucro, vetando-as novamente ao abandono.
Rita Calvário falou ainda da proposta do Bloco de Esquerda para a criação de um banco de terras “para que esses milhares e milhares de hectares de terras, que estão ao abandono, possam ser usadas por quem as quer cultivar e para que as mesmas não continuem a ser as maiores vítimas de incêndios.”
A finalizar, José Gusmão falou do “tango” de Sócrates e Passos Coelho “uma dança com algumas pisadelas, até algumas caneladas, mas que nos momento mais fulcrais da política económica se desdobra em entendimentos, sem nunca resolver os problemas fulcrais da economia portuguesa que são a falta de crescimento e o desemprego." José Gusmão aproveitou ainda para falar das medidas apresentadas pelo Bloco nesta sessão legislativa relativamente ao Sistema Nacional de Saúde: a inclusão da medicina dentária no SNS, reprovada, e a Carta dos Direitos do Utente do SNS, aprovada e em implementação.
O deputado bloquista lembrou também que PS e PSD, “que constantemente nos dizem que é preciso reduzir a factura do SNS”, recusaram uma proposta do Bloco de Esquerda, apresentada na Assembleia da República pelo deputado João Semedo, que permitiria uma poupança em medicamentos na ordem dos 280 milhões de euros para o Estado e para os utentes do SNS.
A encerrar o comício, José Gusmão afirmou: “É para pedir menos a quem tem dificuldades e exigir mais a essas tais 11.000 fortunas que o Bloco existe e é para isso que continuaremos a trabalhar.”
terça-feira, 24 de agosto de 2010
HOJE, 24 DE AGOSTO, MONTE GORDO
A Resposta da Esquerda à Crise
com Catarina Martins, Rita Calvário e José Gusmão.
Monte Gordo,Frente ao Casino,
21h30
com Catarina Martins, Rita Calvário e José Gusmão.
Monte Gordo,Frente ao Casino,
21h30
domingo, 22 de agosto de 2010
comício MONTE GORDO
24 de Agosto
A Resposta da Esquerda à Crise
com Catarina Martins, Rita Calvário e José Gusmão.
Monte Gordo,
Frente ao Casino, 21h30
Veja o cartaz aqui
A Resposta da Esquerda à Crise
com Catarina Martins, Rita Calvário e José Gusmão.
Monte Gordo,
Frente ao Casino, 21h30
Veja o cartaz aqui
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